Vila Cruzeiro, Vila Farrapos, Vila dos Sargentos, Túnel Verde... o mandato da Manuela está nas ruas, conversando, ouvindo, debatendo.
quarta-feira, 16 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
MANIFESTO DA II MARCHA NACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA
Igualdade de direitos. Fim da discriminação. Fim da violência. Cidadania plena. Reconhecimento. Respeito. Essas são as nossas reivindicações. Somos milhões de brasileiras e brasileiros, ainda excluídos da democracia e ignorado pelas leis do país.
Somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de todos os cantos do país, de todas as profissões, de todos credos, de todas raças, de todos sotaques, de todas opiniões, de todas etnias, de todos gostos e culturas. Mas temos algo em comum. Não usufruímos nossos direitos pelo simples fato de termos uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Somos milhões de cidadãos /ãs de “segunda classe “ em nosso Brasil.
Faz 22 anos que o Brasil se democratizou e promulgou a “Constituição Cidadã”. Entretanto, em todo esse período, nossa jovem democracia não foi capaz de incorporar a população LGBT. Até hoje não existe sequer uma lei que assegure nossos direitos civis. Não existem leis que nos protejam da violência homofóbica.
A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia. Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.
Por essa razão é que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, convoca e coordenará todos os/as ativistas de suas 237 ONGs afiliadas e pessoas e organizações aliadas à II Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser realizada na cidade de Brasília , em 18 de maio de 2011, com concentração às 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana.
O dia 17 de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.
Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social. Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência homofóbica, a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.
O Brasil está mudando. Elegemos um operário e agora uma mulher presidenta da República, que coloca como meta central de seu governo a erradicação da extrema pobreza. A sociedade brasileira não é contra o reconhecimento dos direitos LGBT. A grande oposição à cidadania LGBT vem dos fundamentalistas religiosos. Algumas denominações evangélicas e parte da igreja católica dedicam esforços imensos a atacar permanentemente a comunidade LGBT e bloquear qualquer ação que garanta direitos a essa população.
O Brasil é um país plural e diverso, que respeita todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico – separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente. O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada - individual ou comunitária. Religião é uma escolha, a cidadania não!
Não aceitamos que dogmas religiosos sejam usados como justificativas para o preconceito e negação de direitos aos LGBT. É preciso assegurar a laicidade do Estado e garantir o respeito à diversidade.
A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos.
Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia. Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.
Defendemos que:
- o Estado laico seja assegurado, sem interferência dos fundamentalismos religiosos;
- o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBT, garantindo recursos orçamentários e o necessário controle social e accountability na sua execução, promovendo a diminuição da homofobia;
- todos governos estaduais e municipais instituam : coordenadorias LGBT, Conselhos LGBT e Planos de Combate à Homofobia;
- o Congresso Nacional aprove a criminalização da homofobia (PLC 122), a união estável e o casamento civil; a alteração do prenome das pessoas transexuais, o reconhecimento do nome social das travestis;
- o Judiciário, em todos os níveis, faça valer a igualdade plena entre todas as pessoas, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero;
- o Superior Tribunal de Justiça reconheça como entidades familiares as uniões entre pessoas do mesmo sexo;
- o Supremo Tribunal Federal julgue favoravelmente às Ações que pleiteiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito das pessoas transexuais alterarem seu prenome.
Na ocasião da II Marcha, convidamos a todas e todas para participar do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, a ser realizado no dia 17 de maio – Dia Internacional Contra a Homofobia – no auditório Nereu Ramos.
Março de 2011
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de todos os cantos do país, de todas as profissões, de todos credos, de todas raças, de todos sotaques, de todas opiniões, de todas etnias, de todos gostos e culturas. Mas temos algo em comum. Não usufruímos nossos direitos pelo simples fato de termos uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Somos milhões de cidadãos /ãs de “segunda classe “ em nosso Brasil.
Faz 22 anos que o Brasil se democratizou e promulgou a “Constituição Cidadã”. Entretanto, em todo esse período, nossa jovem democracia não foi capaz de incorporar a população LGBT. Até hoje não existe sequer uma lei que assegure nossos direitos civis. Não existem leis que nos protejam da violência homofóbica.
A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia. Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.
Por essa razão é que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, convoca e coordenará todos os/as ativistas de suas 237 ONGs afiliadas e pessoas e organizações aliadas à II Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser realizada na cidade de Brasília , em 18 de maio de 2011, com concentração às 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana.
O dia 17 de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.
Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social. Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência homofóbica, a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.
O Brasil está mudando. Elegemos um operário e agora uma mulher presidenta da República, que coloca como meta central de seu governo a erradicação da extrema pobreza. A sociedade brasileira não é contra o reconhecimento dos direitos LGBT. A grande oposição à cidadania LGBT vem dos fundamentalistas religiosos. Algumas denominações evangélicas e parte da igreja católica dedicam esforços imensos a atacar permanentemente a comunidade LGBT e bloquear qualquer ação que garanta direitos a essa população.
O Brasil é um país plural e diverso, que respeita todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico – separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente. O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada - individual ou comunitária. Religião é uma escolha, a cidadania não!
Não aceitamos que dogmas religiosos sejam usados como justificativas para o preconceito e negação de direitos aos LGBT. É preciso assegurar a laicidade do Estado e garantir o respeito à diversidade.
A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos.
Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia. Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.
Defendemos que:
- o Estado laico seja assegurado, sem interferência dos fundamentalismos religiosos;
- o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBT, garantindo recursos orçamentários e o necessário controle social e accountability na sua execução, promovendo a diminuição da homofobia;
- todos governos estaduais e municipais instituam : coordenadorias LGBT, Conselhos LGBT e Planos de Combate à Homofobia;
- o Congresso Nacional aprove a criminalização da homofobia (PLC 122), a união estável e o casamento civil; a alteração do prenome das pessoas transexuais, o reconhecimento do nome social das travestis;
- o Judiciário, em todos os níveis, faça valer a igualdade plena entre todas as pessoas, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero;
- o Superior Tribunal de Justiça reconheça como entidades familiares as uniões entre pessoas do mesmo sexo;
- o Supremo Tribunal Federal julgue favoravelmente às Ações que pleiteiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito das pessoas transexuais alterarem seu prenome.
Na ocasião da II Marcha, convidamos a todas e todas para participar do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, a ser realizado no dia 17 de maio – Dia Internacional Contra a Homofobia – no auditório Nereu Ramos.
Março de 2011
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
sexta-feira, 11 de março de 2011
Manuela d'Ávila não vê mistério nas polêmicas sobre direitos humanos
A gaúcha Manuela d’Ávila é a primeira comunista a assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Credenciada por uma reeleição com quase meio milhão de votos e, pela segunda vez seguida, sendo a deputada mais votada do Rio Grande do Sul, a parlamentar terá assuntos polêmicos para administrar, incluindo projetos relacionados aos direitos dos homossexuais e à instalação da Comissão da Verdade, que investigará crimes da época em que o Brasil vivia sob o comando dos militares.
Além disso, receberá questões ligadas ao Plano Nacional de Direitos Humanos, um dos principais alvos de críticas durante a campanha presidencial da então candidata Dilma Rousseff.O comando da comissão, no entanto, não é o único desafio que Manuela terá de enfrentar. Workaholic assumida, a integrante do PCdoB lidera a Frente da Liberdade da Internet, comanda a bancada gaúcha na Casa e, mesmo afirmando que a prioridade são as atividades parlamentares, aspira ocupar a cadeira de prefeita de Porto Alegre nas eleições municipais do próximo ano.
“Sou uma mulher comum, que tem sonhos, como qualquer outra pessoa. Mas não entrei na política por um objetivo pessoal. Desde que disputei a prefeitura, em 2008, desenvolvi um sentimento forte de ajudar o estado lá, em questões regionais, mas vivo um momento de cada vez. Agora, sou deputada federal”, afirma a jovem de 29 anos, apontada, desde o primeiro mandato, como musa do Congresso. O assunto, porém, tira Manuela do sério. A atuação na legislatura passada e a corroboração dos eleitores nas urnas conferem à gaúcha status de uma das deputadas mais influentes da Casa.
Em entrevista ao Correio Braziliense, ela fala sobre a estratégia para garantir uma tramitação menos complicada a projetos polêmicos, sobre a dificuldade em discutir determinados assuntos no Congresso e sobre a relação entre o grande volume de trabalho e os planos futuros.
A senhora vai presidir uma das comissões mais complicadas desta legislatura.Por que complicada?
Porque há temas espinhosos lá. O deputado Jean Wyllys (PSol-RJ) falou sobre o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que garante o direito dos homossexuais ao casamento civil. A presidente Dilma Rousseff já mostrou que fará força para que a Comissão da Verdade seja aprovada. Há ainda o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Não são temas polêmicos?Primeiro, temos de separar o que são polêmicas de um grupo pequeno de parlamentares e polêmicas na sociedade. Por exemplo, o tema da união civil entre homossexuais estabelece uma polêmica com um setor da Câmara que é legitimamente organizado. No entanto, esse grupo não dialoga com a maior parte da população brasileira, que, na minha opinião, não é homofóbica. Tenho convicção de que, se consultarmos cada um dos 513 deputados, a maioria se posicionará favorável ou dirá que não vê problema em duas pessoas do mesmo sexo viverem juntas. Então, qual é a dimensão real dessa polêmica? Alguns grupos ou pessoas ganham destaque maior do que realmente têm, de fato, aqui na Câmara e passam uma imagem de que a Casa é mais conservadora do que é de fato.
Mas vários desses temas entraram na pauta das últimas eleições, inclusive na campanha da então candidata Dilma Rousseff, e muitos políticos recuaram ou deram uma amenizada no discurso. A senhora acha que será fácil discutir esses projetos com parlamentares?Só acho que temos de saber exatamente qual é a real dimensão da polêmica, mesmo na sociedade. Quando alguns grupos organizados de alguns segmentos se posicionaram fortemente contra os direitos dos homossexuais na campanha, a sociedade brasileira reagiu. Por isso, não julgo o nosso povo tão conservador como esse segmento. Isso não significa que essa parte mais conservadora não tenha uma dimensão, um peso aqui dentro do Congresso.
Quais serão suas estratégias, então, para que esses projetos tenham trâmites menos complicados?Acho que teremos dificuldades porque as regras no Congresso permitem que minorias obstruam o trâmite. Embora não caiba só a mim, como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a estratégia é envolver a sociedade. Precisamos fazer com que o povo entenda o que estamos discutindo. Não dá para só um segmento minoritário organizado mobilizar as bases contra determinados temas. A sociedade também precisa perceber e se mobilizar. Essa é a única estratégia que pode fazer avançar temas como os que envolvem relações homossexuais.
Há outros projetos que a senhora imagina que vão causar tanta olêmica como os que tratam dos direitos dos homossexuais e dos crimes cometidos na época da ditadura?Esses dois assuntos, realmente, devem ser os mais polêmicos. Há também o Plano Nacional de Direitos Humanos, mas que deve chegar em forma de projetos fatiados.
A senhora presidirá a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara, lidera a bancada gaúcha de deputados, integra outras frentes e tem planos de concorrer à prefeitura de Porto Alegre. Dá tempo de fazer tudo isso?Mas o que é tudo isso? Eu coordeno a bancada de deputados do meu estado até maio. É uma dinâmica de trabalho bem enxuta porque não é um órgão, é algo que acontece de acordo com a demanda concreta. Em relação às frentes, abri mão e dividi com outros colegas várias frentes que presidi. A dos Esportes deve ser comandada pelo deputado Acelino Popó. A Frente pela Libertação Sexual o Jean Wyllys assumiu. Então, justamente por achar que é impossível fazer tudo e dar conta de tudo, já dividi esse trabalho. A frente que estou construindo é a da Liberdade da Internet. Se dá tempo? Acho que dá. Quando temos dedicação intensa ao trabalho, como tenho, acho que sim. Se é ideal? Não é. Mas, na vida, batemos escanteio e corremos para cabecear a bola.
E 2012?Bom, 2012 é 2012. Não estou envolvida nisso agora. Estou envolvida no meu trabalho parlamentar, que, até maio, é coordenar a bancada gaúcha e, até o fim do ano, presidir a comissão. Felizmente, um ano acontece de cada vez.
Fonte: Correio Braziliense
sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Manuela assume presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
Na tarde desta quarta-feira, 2/3, a deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB/RS) foi eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados por unanimidade.
“Assumo com dois compromissos: o primeiro é fazer com que esta Comissão faça parte de um trâmite mais intenso das pautas legislativas da Câmara. Também penso que não devemos tratar como polêmicas os temas que são polêmicos para a minoria da população. O povo brasileiro não considera polêmicos os temas que dizem respeito ao fim da violência contra brasileiros, especialmente na luta da construção do fim da violência”, disse Manuela.
Manuela destacou, ainda, que seu trabalho será voltado para a garantia da dignidade de jovens dependentes químicos que têm tratamento desumano; para o fim do trabalho escravo; para a garantia dos direitos dos homossexuais; para igualdade das mulheres, negros e índios. “Teremos muito trabalho pela frente, mas tenho certeza de que as pautas que trataremos são essenciais para a construção de um Brasil mais digno, especialmente na luta pelo fim da pobreza extrema”, acrescentou.
Em sua fala, a parlamentar lembrou a constituição desta Comissão, ocorrida em 1995, e afirmou que essa ação coroou o esforço de milhares de brasileiros na consolidação da nossa democracia. “Vamos ouvir e dialogar com a imprensa, com os movimentos sociais, com os empresários, e com os governos. Este é o papel da Câmara dos Deputados, da Casa do Povo e não iremos nos furtar de cumpri-lo”, finalizou Manuela.
“Assumo com dois compromissos: o primeiro é fazer com que esta Comissão faça parte de um trâmite mais intenso das pautas legislativas da Câmara. Também penso que não devemos tratar como polêmicas os temas que são polêmicos para a minoria da população. O povo brasileiro não considera polêmicos os temas que dizem respeito ao fim da violência contra brasileiros, especialmente na luta da construção do fim da violência”, disse Manuela.
Manuela destacou, ainda, que seu trabalho será voltado para a garantia da dignidade de jovens dependentes químicos que têm tratamento desumano; para o fim do trabalho escravo; para a garantia dos direitos dos homossexuais; para igualdade das mulheres, negros e índios. “Teremos muito trabalho pela frente, mas tenho certeza de que as pautas que trataremos são essenciais para a construção de um Brasil mais digno, especialmente na luta pelo fim da pobreza extrema”, acrescentou.
Em sua fala, a parlamentar lembrou a constituição desta Comissão, ocorrida em 1995, e afirmou que essa ação coroou o esforço de milhares de brasileiros na consolidação da nossa democracia. “Vamos ouvir e dialogar com a imprensa, com os movimentos sociais, com os empresários, e com os governos. Este é o papel da Câmara dos Deputados, da Casa do Povo e não iremos nos furtar de cumpri-lo”, finalizou Manuela.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Copa do Mundo de 2014: Porto Alegre mostra preparativos
A deputada Manuela esteve hoje no estádio Beira-Rio e no Palácio Piratini para debater a Copa do Mundo de 2014. Ao lado do ministro Orlando Silva, Manuela acompanhou o andamento das obras no estádio e de uma reunião com o governador Tarso Genro.
Presidente do Inter, Giovani Luigi, ministro do Esporte,
Orlando Silva, e a deputada Manuela
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Não ao preconceito, não à homofobia
A deputada Manuela escreveu uma carta à proprietária do bar Passefica, que fica na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Segundo reportagem do Jornal do Comércio, o bar vem sofrendo preconceito.
Manuela, que durante seu mandato da Câmara de Vereadores de POA e na Câmara dos Deputados sempre defendeu o fim do preconceito e sua criminalização, colocou seu mandato à disposição de Jucele.
Confira a seguir o texto enviado por Manuela.
Manuela, que durante seu mandato da Câmara de Vereadores de POA e na Câmara dos Deputados sempre defendeu o fim do preconceito e sua criminalização, colocou seu mandato à disposição de Jucele.
Confira a seguir o texto enviado por Manuela.
"Jucele.
Recebi com preocupação a notícia de que o bar Passefica está sendo alvo de preconceito. Há anos trabalhamos para que esse tipo de ação seja banida e mais, que os responsáveis por atos de homofobia sejam criminalizados. Mais preocupante ainda é vermos que o preconceito se espalha e chega a outras instâncias.
Na Câmara, integro a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania GLBT. Nosso trabalho junto à Frente Parlamentar tem um grande objetivo: lutar pela aprovação de projetos que garantam direitos aos cidadãos GLBT. Isso significa, na prática, aprovar o PLC 122/06, que torna crime a discriminação de homossexuais, idosos e pessoas com deficiência. Além disso, temos como prioridade do nosso mandato a aprovação do PL que trata da regulamentação da união entre pessoas do mesmo sexo. Apresentamos essa proposta na legislatura passada e já desarquivamos nesta.
O debate sobre preconceito tem pautado nossa atuação no parlamento e coloco nosso mandato à tua disposição. Não podemos deixar que o preconceito cerceie a liberdade de tantas pessoas, especialmente numa cidade como Porto Alegre, mais ainda em um bairro que é tradicionalmente marcado pela diversidade.
Um beijo,
Manuela"
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Esporte e Movimento Negro em pauta
A semana passada foi movimentada. Entre as reuniões que aconteceram no escritório em Porto Alegre, destaque para duas que debateram o esporte e o movimento negro em Porto Alegre. Dois temas que o mandato trabalha há quatro e segue trabalhando!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Palestra sobre a nova Lei dos Estágios em Gravataí
Na sexta-feira, 18/02, Manuela esteve em Gravataí para a aula inaugural dos alunos do 2º ano da escola Fundação Bradesco.
Manuela falou sobre uma das principais conquistas do mandato na Câmara: a Lei dos Estágios. A deputada apresentou aos alunos o momento importante que o Brasil vive e como é fundamental a educação e os estágios para que nosso país continue crescendo. "A maior qualificação de mão de obra que nosso país pode ter, é a educação, é a escola", disse.
Além disso, Manu mostrou aos alunos como era a lei dos estágios antes das mudanças aprovadas e quais os principais avanços obtidos: a aplicação prática no estágio do que o aluno está estudando; o papel de fiscalização das escolas; a carga horária máxima de 6 horas diárias; a obrigatoriedade do seguro e do vale-transporte; e a redução da carga horária para 3 horas/dia no período de provas.
Quase 180 alunos participaram do encontro e puderam tirar dúvidas sobre o tema. "Esses debates são importantes para que cada um de vocês entenda o que pode ser feito e a importância de continuarem estudando sempre", falou Manu.
A escola, que tem 31anos, atende quase 4000 alunos em três turnos. Está entre as maiores do país da Fundação Bradesco. Segundo a diretora, Izabel Cristina Loureiro, a realidade dos alunos e a perspectiva de futuro deles mudou radicalmente. "Há alguns anos nossos alunos não poderiam pensar em ensino superior. Hoje, com o Prouni, por exemplo, eles tem muito mais estímulo para continuar estudando e se aperfeiçoando. O acesso ao ensino superior, com as mudanças implementadas, mudou concretamente a vida dos estudantes especialmente da população mais carente", disse.
Manuela falou sobre uma das principais conquistas do mandato na Câmara: a Lei dos Estágios. A deputada apresentou aos alunos o momento importante que o Brasil vive e como é fundamental a educação e os estágios para que nosso país continue crescendo. "A maior qualificação de mão de obra que nosso país pode ter, é a educação, é a escola", disse.
Além disso, Manu mostrou aos alunos como era a lei dos estágios antes das mudanças aprovadas e quais os principais avanços obtidos: a aplicação prática no estágio do que o aluno está estudando; o papel de fiscalização das escolas; a carga horária máxima de 6 horas diárias; a obrigatoriedade do seguro e do vale-transporte; e a redução da carga horária para 3 horas/dia no período de provas.
Quase 180 alunos participaram do encontro e puderam tirar dúvidas sobre o tema. "Esses debates são importantes para que cada um de vocês entenda o que pode ser feito e a importância de continuarem estudando sempre", falou Manu.
A escola, que tem 31anos, atende quase 4000 alunos em três turnos. Está entre as maiores do país da Fundação Bradesco. Segundo a diretora, Izabel Cristina Loureiro, a realidade dos alunos e a perspectiva de futuro deles mudou radicalmente. "Há alguns anos nossos alunos não poderiam pensar em ensino superior. Hoje, com o Prouni, por exemplo, eles tem muito mais estímulo para continuar estudando e se aperfeiçoando. O acesso ao ensino superior, com as mudanças implementadas, mudou concretamente a vida dos estudantes especialmente da população mais carente", disse.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Metrô: unidade que traz resultado
A implantação do metrô de Porto Alegre vem sendo debatida há muitos anos. Hoje, ao vermos mais próxima a viabilidade desse investimento na nossa capital, podemos afirmar que ele é fruto da construção de uma unidade política. Pela primeira vez, temos um cenário relativo a este tema que congrega os interesses dos governos municipal, estadual e federal. Pela primeira vez, também, temos uma proposta concreta de investimento do governo federal para a mobilidade urbana na Capital.
O que faltou nas duas últimas décadas, vimos nesta semana em Brasília, na reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior: um momento político de maior unidade, pois congregamos o Poder Executivo estadual, o Executivo municipal, deputados federais e estaduais, a presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre e o presidente da Assembleia Legislativa. Todos com um só objetivo: garantir o metrô de Porto Alegre.
A concretização dessa obra supera as propostas defendidas em outros momentos, pautadas pela falsa contradição entre os modais ônibus e metrô. Há, sim, uma complementaridade entre os dois serviços. Em 2008 propusemos essa união como alternativa para o transporte público e o trânsito de Porto Alegre. E o que discutimos nesta semana contempla nossa proposta e nosso entendimento.
Se confirmada, a obra será viabilizada essencialmente com recursos do Poder Executivo federal. Em contrapartida, os governos estadual e municipal serão fundamentais na garantia do investimento, pois deverão desonerar impostos, como ICMS e IPI, respectivamente.
Os quesitos técnicos do projeto do metrô de Porto Alegre estão dentro dos que foram propostos pelo governo federal ao lançar o PAC da Mobilidade. O traçado é complementar às linhas de ônibus e aos portais da cidade, ou seja, há uma integração do modal metrô com o transporte rodoviário (ônibus). Outro fator positivo do projeto é a região de implementação do metrô – zona norte da Capital –, região com notória dificuldade viária, alta densidade populacional e população carente dependente do transporte coletivo.
Continuo defendendo mudanças estruturais em nossa capital. Continuo acreditando que essas mudanças são possíveis se nos despirmos de interesses individuais e olharmos para o futuro com responsabilidade. O resultado dessa união de esforços será conhecido em junho. Hoje temos unidade política em torno de um projeto. Isso nos dá tranquilidade para trabalharmos e garantirmos essa obra essencial para Porto Alegre. Mas precisamos ir além e construir outros consensos indispensáveis à nossa cidade na saúde, educação e outras áreas necessárias para atender às justas demandas que a população de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e do Brasil apresenta.
A concretização dessa obra supera as propostas defendidas em outros momentos, pautadas pela falsa contradição entre os modais ônibus e metrô. Há, sim, uma complementaridade entre os dois serviços. Em 2008 propusemos essa união como alternativa para o transporte público e o trânsito de Porto Alegre. E o que discutimos nesta semana contempla nossa proposta e nosso entendimento.
Se confirmada, a obra será viabilizada essencialmente com recursos do Poder Executivo federal. Em contrapartida, os governos estadual e municipal serão fundamentais na garantia do investimento, pois deverão desonerar impostos, como ICMS e IPI, respectivamente.
Os quesitos técnicos do projeto do metrô de Porto Alegre estão dentro dos que foram propostos pelo governo federal ao lançar o PAC da Mobilidade. O traçado é complementar às linhas de ônibus e aos portais da cidade, ou seja, há uma integração do modal metrô com o transporte rodoviário (ônibus). Outro fator positivo do projeto é a região de implementação do metrô – zona norte da Capital –, região com notória dificuldade viária, alta densidade populacional e população carente dependente do transporte coletivo.
Continuo defendendo mudanças estruturais em nossa capital. Continuo acreditando que essas mudanças são possíveis se nos despirmos de interesses individuais e olharmos para o futuro com responsabilidade. O resultado dessa união de esforços será conhecido em junho. Hoje temos unidade política em torno de um projeto. Isso nos dá tranquilidade para trabalharmos e garantirmos essa obra essencial para Porto Alegre. Mas precisamos ir além e construir outros consensos indispensáveis à nossa cidade na saúde, educação e outras áreas necessárias para atender às justas demandas que a população de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e do Brasil apresenta.
Artigo publicado na Zero Hora deste sábado
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Prefeito de São Marcos visita gabinete em Brasília
Nesta quinta-feira, a deputada federal Manuela d'Ávila (PCdoB/RS) recebeu em seu gabinete, em Brasília, o prefeito de São Marcos, Evandro Bonella Balladin. Na pauta da reunião a solicitação de recursos para o município. Na legislatura anterior, Manuela destinou uma emenda parlamentar para São Marcos que propiciou a construção do pórtico de entrada da cidade.
Combate ao crack
A presidenta Dilma Rousseff anunciou ontem (17) uma série de ações do governo federal no combate ao crack. As ações serão alicerçadas nos centros regionais de Referência em Crack e outras Drogas (CRRC). O objetivo dos centros é capacitar profissionais da saúde e educação que atuam com o tema da dependência química.
Os investimentos feitos pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas universidades federais e, em especial, no corpo docente das instituições de ensino superior foram apontados pela presidenta Dilma como fundamentais para o enfrentamento ao crack. "Precisamos formar profissionais. Sabemos que essa é uma droga que tem uma capacidade de propagação muito elevada e que, atrás do eixo da prevenção, pelo qual precisamos impedir que mais pessoas sejam vítimas do crack, são necessárias intervenções visando tratamentos, clínicas e enfermarias especializadas, além de políticas de reinserção”, afirmou.
Para a deputada Manuela d’Ávila, o combate ao crack é urgente e deve envolver toda a sociedade. “É preciso atuar em diversas frentes, recuperando o usuário, identificando e punindo os traficantes. Esse é um momento muito importante e que, mais uma vez, exigirá atuação conjunta de governo e sociedade”, afirmou.
Cinco centros no RS
Os CRRC funcionarão a partir de março em 23 universidades brasileiras, cinco delas no Rio Grande do Sul. As universidades do RS são: Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Cada instituição contará com um centro destinado a treinar profissionais de saúde e de assistência social que já atendem usuários de drogas e suas famílias em seus municípios.
Mais ações do PAC do Crack
- Diagnóstico: para um combate eficaz, o governo fará um diagnóstico sobre o consumo da droga no país e as formas de tratamento da dependência.
- Combate ao tráfico com ampliação das operações policiais para desmantelar as redes de tráfico que abastecem o Brasil de crack.
- Atenção especial às regiões fronteiriças com a instalação de 11 bases móveis e fixas nas fronteiras com Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia.
- Ampliação da rede de atendimento aos dependentes, por meio de financiamento às prefeituras.
- Lançamento da campanha nacional de mobilização, informação e orientação de caráter permanente para mobilização da sociedade.
- Projeto Rondon: universitários serão treinados para lidar com usuários.
- Treinamento de agentes (profissionais da rede de saúde e da rede de assistência social) para reinserção social.
- Divulgação de bons exemplos e iniciativas de sucesso.
Os investimentos feitos pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas universidades federais e, em especial, no corpo docente das instituições de ensino superior foram apontados pela presidenta Dilma como fundamentais para o enfrentamento ao crack. "Precisamos formar profissionais. Sabemos que essa é uma droga que tem uma capacidade de propagação muito elevada e que, atrás do eixo da prevenção, pelo qual precisamos impedir que mais pessoas sejam vítimas do crack, são necessárias intervenções visando tratamentos, clínicas e enfermarias especializadas, além de políticas de reinserção”, afirmou.
Para a deputada Manuela d’Ávila, o combate ao crack é urgente e deve envolver toda a sociedade. “É preciso atuar em diversas frentes, recuperando o usuário, identificando e punindo os traficantes. Esse é um momento muito importante e que, mais uma vez, exigirá atuação conjunta de governo e sociedade”, afirmou.
Cinco centros no RS
Os CRRC funcionarão a partir de março em 23 universidades brasileiras, cinco delas no Rio Grande do Sul. As universidades do RS são: Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Cada instituição contará com um centro destinado a treinar profissionais de saúde e de assistência social que já atendem usuários de drogas e suas famílias em seus municípios.
Mais ações do PAC do Crack
- Diagnóstico: para um combate eficaz, o governo fará um diagnóstico sobre o consumo da droga no país e as formas de tratamento da dependência.
- Combate ao tráfico com ampliação das operações policiais para desmantelar as redes de tráfico que abastecem o Brasil de crack.
- Atenção especial às regiões fronteiriças com a instalação de 11 bases móveis e fixas nas fronteiras com Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia.
- Ampliação da rede de atendimento aos dependentes, por meio de financiamento às prefeituras.
- Lançamento da campanha nacional de mobilização, informação e orientação de caráter permanente para mobilização da sociedade.
- Projeto Rondon: universitários serão treinados para lidar com usuários.
- Treinamento de agentes (profissionais da rede de saúde e da rede de assistência social) para reinserção social.
- Divulgação de bons exemplos e iniciativas de sucesso.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Avanço contra o preconceito
O Senado aprovou, na terça-feira 8, o requerimento apresentado por Marta Suplicy (PT-SP) para desarquivar o Projeto de Lei Complementar 122, que torna crime a discriminação de homossexuais, idosos e deficientes. Em tramitação no Congresso há dez anos, o texto foi aprovado pela Câmara em 2006. Ao chegar ao Senado, sofreu ataques da ala mais conservadora, sobretudo da bancada religiosa. Acabou engavetado.
“O Brasil sofreu um retrocesso em relação aos direitos dos homossexuais na última década. Enquanto a Argentina, um país tradicionalmente mais conservador, aprovou a união civil de pessoas do mesmo sexo, aqui nós temos gays sendo espancados na Avenida Paulista”, afirma a senadora. “Precisamos avançar muito.”
O PLC 122 foi arquivado por causa da excessiva demora na tramitação pelas comissões do Senado. A pressão era grande. Em junho de 2008, cerca de mil evangélicos protestaram diante do Congresso contra o projeto. Parte do grupo, incluindo parlamentares, forçou a entrada no Parlamento para reivindicar o direito de criticar o homossexualismo. Um dos líderes religiosos, Jabes de Alencar, da Assembleia de Deus, improvisou um culto religioso na ocasião: “Senhor, sabemos que há uma maquinação para que este País seja transformado numa Sodoma e Gomorra (as pecaminosas cidades que, segundo a Bíblia, foram arrasadas pela ira divina). Um projeto desses vai abrir as portas do inferno”.
À época, a proposta estava sendo avaliada pela Comissão de Assuntos Sociais da Casa. Com algumas modificações na redação final, o texto foi aprovado, mas emperrou na Comissão de Direitos Humanos, que, agora, deve voltar a avaliá-lo. Apesar da forte resistência que se anuncia, Marta mostra-se confiante na aprovação da lei. “Esse é o menos polêmico dos projetos relacionados à comunidade gay. Ninguém está defendendo a discriminação. Os religiosos só querem resguardar o direito de dizer que, segundo as suas crenças, o homossexualismo é considerado pecado.”
Na avaliação de Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT),- o impasse com as igrejas pode ser facilmente superado. “Os religiosos podem dizer que somos pecadores diante desta ou daquela crença. Só não pode usar um programa de tevê para dizer que o homossexualidade é uma doença, é sem-vergonhice, incitar o ódio entre os fiéis”, afirma.
O argumento, contudo, não sensibiliza o presidente da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara, deputado João Campos (PSDB-GO). “Esse projeto fere o princípio da isonomia entre os cidadãos, a liberdade de expressão e a garantia da inviolabilidade da crença. É inconstitucional”, avalia. “Na prática, querem nos impor uma mordaça gay, nos impedir de nos manifestar contra o homossexualismo, que é condenado pela Bíblia.”
Para desarquivar a PLC 122, Marta precisou coletar outras 27 assinaturas no Senado. Os nomes dos parlamentares que apoiaram o requerimento foram mantidos em sigilo. “Ninguém me pediu isso, mas achei prudente deixar que cada um se manifeste quando achar mais conveniente.”
A cautela é justificável. Além de poupar os senadores do polêmico debate no início da legislatura, eles poderiam enfrentar problemas no Congresso. Nas últimas eleições, a bancada religiosa cresceu. Foram eleitos 63 deputados e três senadores evangélicos. Antes, havia 43 deputados e dois senadores.
“Se é necessário proteger os parlamentares da homofobia dos seus eleitores ou colegas, não vejo problema nesse sigilo. O importante é aprovar o projeto”, afirma Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB). “O número de assassinatos de homossexuais tem crescido no Brasil. Em 2010, foram 255 homicídios. No ano anterior, 198. E o número pode estar subestimado. Como não há estatísticas oficiais, temos de contar os casos a partir do que é noticiado nos jornais. Precisamos dar um basta nesse massacre.”
Fonte: Carta Capital
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Entrevistas às rádios
Manuela participou de três programas e rádio segunda-feira: pela manhã gravou com Solange Calderon o programa Carreira e Sucesso, que ai ao ar no próximo sábado, na rádio Guaíba.
À tarde foi a vez de participar do Esfera Pública, também da Guaíba, com Talien Opptiz. Manuela acompanhou no estúdio a entrevista do Ronaldo Fenômeno e lembrou de uma campanha que ele fez aos 17 anos, em 1994. A campanha era para incentivar o voto dos jovens de 16 anos.
Em seguida, Manuela participou do programa do Gustavo Mota, na Band.
À tarde foi a vez de participar do Esfera Pública, também da Guaíba, com Talien Opptiz. Manuela acompanhou no estúdio a entrevista do Ronaldo Fenômeno e lembrou de uma campanha que ele fez aos 17 anos, em 1994. A campanha era para incentivar o voto dos jovens de 16 anos.
Em seguida, Manuela participou do programa do Gustavo Mota, na Band.
Manuela e Solange Calderon
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Hip-Hop dialogando com a sociedade
O mandato tem sido uma ferramenta importantíssima para a articulação dos movimentos sociais mais especificamente o Hip-Hop que, através de nosso assessor White Jay, tem dialogado com diversas cidades, reunindo e organizando-se com as lideranças locais e encaminhando projetos e parcerias com algumas secretarias e prefeituras de todo o estado.
Foram muitas agendas. Entre essas, destacamos a reunião com a presidente da câmara de vereadores municipal de Porto Alegre, Sofia Cavedon (PT), com a pauta direcionada a plataforma de governo onde o Hip-Hop. São dois tópicos (cultura e educação).
E tem mais! Segundo nos conta White a seguir:
- Estivemos na cidade de Gravataí visitando algumas comunidades onde serão realizadas atividades sócio educativas e culturais em parceria com associações de moradores e a Fundarc; - Reunimos com a comunidade do morro do Sargento discutindo a pauta relacionada a área doada pelo exército onde há a possibilidade da construção de um espaço de convivência social e que já tem encaminhamento do Orçamento Participativo para a construção de uma creche comunitária;
- Reunimos com o coordenador de políticas de juventude da CUT (central única dos trabalhadores) Rodrigo Schley discutindo a pauta da jornada de formação de juventudes discutindo a realização do seminário de Políticas Públicas de Juventude, que ocorrerá ainda no mês de Fevereiro;
- Organizamos com a associação de moradores da Vila Augusta na cidade de Viamão uma ação sócio-cultural de arrecadação de alimentos para as vitimas dos alagamentos;
- Reunimos com o Prefeito de Cachoeirinha Vicente Pires (PSB) onde apresentamos o plano de atuação da Nação Hip-Hop Brasil junto ao governo a fim de fortalecer a relação e a unidade política. Estiveram presentes os diretores municipais Micheline Freitas e Jeferson Jardim.
White faz, ainda, um convite:
Convidamos a todos para o sábado (19/02), a partir das 14h, no Parcão de Cachoeirinha, para comemorarem o dia do Hip-Hop conosco com muitas atrações para a família. Não percam!
Foram muitas agendas. Entre essas, destacamos a reunião com a presidente da câmara de vereadores municipal de Porto Alegre, Sofia Cavedon (PT), com a pauta direcionada a plataforma de governo onde o Hip-Hop. São dois tópicos (cultura e educação).
E tem mais! Segundo nos conta White a seguir:
- Estivemos na cidade de Gravataí visitando algumas comunidades onde serão realizadas atividades sócio educativas e culturais em parceria com associações de moradores e a Fundarc; - Reunimos com a comunidade do morro do Sargento discutindo a pauta relacionada a área doada pelo exército onde há a possibilidade da construção de um espaço de convivência social e que já tem encaminhamento do Orçamento Participativo para a construção de uma creche comunitária;
- Reunimos com o coordenador de políticas de juventude da CUT (central única dos trabalhadores) Rodrigo Schley discutindo a pauta da jornada de formação de juventudes discutindo a realização do seminário de Políticas Públicas de Juventude, que ocorrerá ainda no mês de Fevereiro;
- Organizamos com a associação de moradores da Vila Augusta na cidade de Viamão uma ação sócio-cultural de arrecadação de alimentos para as vitimas dos alagamentos;
- Reunimos com o Prefeito de Cachoeirinha Vicente Pires (PSB) onde apresentamos o plano de atuação da Nação Hip-Hop Brasil junto ao governo a fim de fortalecer a relação e a unidade política. Estiveram presentes os diretores municipais Micheline Freitas e Jeferson Jardim.
White faz, ainda, um convite:
Convidamos a todos para o sábado (19/02), a partir das 14h, no Parcão de Cachoeirinha, para comemorarem o dia do Hip-Hop conosco com muitas atrações para a família. Não percam!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Manuela participa do Curso Nacional de Formação da UJS
Nesta sexta-feira a deputada Manuela participa do Curso Nacional de Formação da UJS, em Serra Negra -São Paulo.O curso irá tratar temas relacionados à realidade política, do marxismo, da luta pelo socialismo na atualidade e da formação da nação e do povo brasileiro, dentre outros temas relevantes para os jovens socialistas. Ainda na programação de orientação à juventude, será realizado no dia 11/02 um seminário que irá analisar a questão das drogas, também em Serra Negra.
No twitter http://twitter.com/deputadamanuela, Manuela falou das primeiras impressões: "Bom dia a todos! Aqui na Serra Negra, no seminário sobre drogas da @UJSBRASIL. Cheguei ontem pela Noite e vi, emocionada, uma nova geração!É bom demais saber que nosso sonho de um Brasil justo encontra eco em tantos jovens. :D"
No twitter http://twitter.com/deputadamanuela, Manuela falou das primeiras impressões: "Bom dia a todos! Aqui na Serra Negra, no seminário sobre drogas da @UJSBRASIL. Cheguei ontem pela Noite e vi, emocionada, uma nova geração!É bom demais saber que nosso sonho de um Brasil justo encontra eco em tantos jovens. :D"
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Novo contato
A partir de hoje, temos um novo e-mail para o agendamento de encontros, reuniões e representatividades do mandato: agenda.mandatomanuela@gmail.com.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Deputada Manuela recebe prefeita de Vera Cruz e vice-prefeito de Picada Café em Brasília
A deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB/RS) recebeu hoje à tarde (09/02) a prefeita de Vera Cruz Rosane Tornquist Petry e o vice-prefeito de Picada Café Heliomar Schroeder no gabinete em Brasília. Nos encontros, foi solicitado à deputada apoio na conquista de recursos para as cidades e na destinação de emendas do orçamento da União. Manuela, atual coordenadora da bancada gaúcha, reafirmou o compromisso de continuar ajudando os municípios de Vera Cruz e Picada Café, e as regiões do Vale do Rio Pardo e das Hortênsias, lutando junto ao governo federal para a liberação de recursos para a saúde, educação e esporte.
Deputada Manuela d’Ávila recebe Presidente da Associação dos Municípios do Litoral Norte para discutir situação de calamidade de municípios
A deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB/RS) recebeu nesta segunda-feira (7) o prefeito de Morrinhos do Sul e Presidente da Associação dos Municípios do Litoral Norte, Leandro Borges Evaldt. A reunião aconteceu em Porto Alegre e teve como pauta a situação dos municípios que estão em estado de calamidade em função das fortes chuvas.
Segundo Evaldt, os prefeitos dos municípios de Torres, Terra de Areia, Três Cachoeiras e Arroio do Sal, além de Morrinhos do Sul, encaminharam ao Governo Federal solicitações de liberação de recursos para a reconstrução e melhorias de estradas, pontes e bueiros, entre outras obras de infraestrutra, comprometidas com o excesso de chuva.
Manuela encaminhará, em Brasília, nesta semana, na reunião da bancada gaúcha dos deputados, o assunto. Segundo a parlamentar, os deputados gaúchos devem agendar uma visita com o Ministro da Integração Nacional para acompanharem a situação junto do Governo Federal.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Manifestantes protestam contra o aumento das passagens em Porto Alegre
Dezenas de estudantes participaram, nesta terça-feira, 08/02, de um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus de Porto Alegre.
O aumento, que passa a valer a partir desta quarta-feira, foi de mais de 10%. Na prática, as passagens passam de R$ 2,45 para R$ 2,70.
O aumento, que passa a valer a partir desta quarta-feira, foi de mais de 10%. Na prática, as passagens passam de R$ 2,45 para R$ 2,70.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Prêmio Anu 2010
A deputada Manuela participa hoje, 07, da entrega do Prêmio ANU 2010!
A Central Única das Favelas (CUFA) criou o prêmio Anu para chamar a atenção da sociedade para os projetos socioculturais que impactaram positivamente as comunidades populares.
O Prêmio Anu vem para valorizar e reconhecer publicamente iniciativas desenvolvidas em favelas e demais espaços em desvantagens sociais, gerando bem comum para a população, auto-estima das comunidades, trabalho, renda, qualidade de vida e equilíbrio social.
A Central Única das Favelas (CUFA) criou o prêmio Anu para chamar a atenção da sociedade para os projetos socioculturais que impactaram positivamente as comunidades populares.
O Prêmio Anu vem para valorizar e reconhecer publicamente iniciativas desenvolvidas em favelas e demais espaços em desvantagens sociais, gerando bem comum para a população, auto-estima das comunidades, trabalho, renda, qualidade de vida e equilíbrio social.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
17° Festival de Jovens e Estudantes na África do Sul
Participar de um encontro onde vários países se reúnem para discutir e dividir suas realidades e dificuldades, várias nações com somente um propósit,o foi uma experiência incrível. Ainda representando a ANEGRO, foi muito incrível.
Conhecer a forma como o mundo nos observa, é surpreendente. Não temos a noção da importância que o Brasil adquiriu ao longo desses últimos anos. Falavam muito de futebol, mas o que mais marcou foi a forma que se referiam ao nosso Presidente Lula, sempre com muito respeito e admiração. Isso foi muito legal.
Houve vários momentos importantes, um deles foi quando estávamos na banca da UNEGRO e um homem de Moçambique perguntou porque uma entidade de negros no Brasil terra de todos os povos de tanta mistura entre as raças. Respondi a ele que no Brasil ainda existe muito racismo e o racismo mais conservador, porque não diz com palavras que é racista, mas vemos nas atitudes nas decisões concretas do dia a dia, políticas afirmativas como, por exemplo, as cotas raciais nas universidades e em concursos. Falei, também, que recente aprovamos o estatuto da igualdade racial.
Mas queremos mais, queremos a igualdade plena, e para isso teremos ainda que lutar muito.
Outro assunto que foi muito visível foi o machismo que impõe tantos limites à mulher, e tanta liberdade aos homens. Ainda somos muito diferentes.
Conheci a terra onde aconteceu o apartheid, que separava pessoas brancas de pessoas negras. O apartheid ainda está muito presente na vida das pessoas, muitos que na época eram crianças hoje são adultos e lembram como foi horrível perder amigos e familiares.
Não tem como falar de apartheid sem falar de Nelson Mandela homem que acabou com regime e que viveu tudo dentro da prisão por seu povo. Não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas conheci um pouco da sua história mais de perto, o povo o adora, o guerreiro negro o do apartheid. Se existe lenda viva, ela se chama Nelson Mandela.
Foi um prazer conhecê-la MÃE AFRICA.
Bruna Rodrigues
UNEGRO/RS
Nova geração de poder: os líderes do mundo do futuro
Todo político fala da construção de um futuro melhor. Mas quem realmente será responsável por esse cenário, dentro de 20 anos? Nossos correspondentes estrangeiros encontraram, em todo o mundo, os jovens homens e mulheres promissores que já estão a caminho do poder
Brasil
Manuela dÁvila, 29, a sensação da esquerda
Por Jan Rocha, de São Paulo
Ela foi eleita para o Congresso Nacional pela primeira vez com 270 mil votos, aos 25 anos de idade. Quatro anos depois, em outubro de 2010, Manuela dÁvila foi reeleita com quase meio milhão de votos, uma vitória sem precedentes para uma candidata.
E tudo isso aconteceu no Rio Grande do Sul, estado do extremo sul do Brasil, conhecido pelas tradições gaúchas de resistência da fronteira. O estado é também berço da supermodelo Gisele Bundchen e alguns críticos chegaram a sugerir que a beleza de Manuela ajudou-a a eleger-se de tão convincente que foi sua eleição.
Manuela, que hoje tem 29 anos, descarta essa teoria. “Foi apenas a imprensa que falou sobre minha aparência", disse ela. “Eu fui eleita porque eu era uma jovem candidata num país jovem. Era uma questão de identificação. Eu já tinha um histórico”.
Manuela iniciou sua carreira na década de 1990, quando ingressou no movimento estudantil. Ela formou-se em jornalismo na Universidade Católica em Porto Alegre, sua terra natal. Na faculdade, logo se tornou uma líder estudantil e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes. Foi então que se aproximou do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Por que aderir ao PCdoB, quando o comunismo ruiu em todo o mundo? “Foi a festa mais organizada entre os alunos”, diz ela.
“Eles abriram meus olhos para questões mais amplas, como as tentativas do governo de privatizar a empresa estatal de petróleo e a produção mineral. Eles queriam reverter o papel do Estado. Mas, num país como o Brasil, onde a desigualdade é tão grande, o Estado é necessário”.
Pais de classe média - A mãe é juíza e o pai é professor universitário de repente se viram com uma filha que se tornou não só uma política (uma classe difamada no Brasil), mas uma política comunista. No início, eles ficaram alarmados, diz ela, mas agora eles estão orgulhosos.
No Congresso, Manuela atua em diferentes frentes como juventude, esporte, internet livre e questões gays, lésbicas e transexuais. Mas a educação é sua paixão. Em um estudo recente da OECD (http://www.oecd.org) sobre as habilidades e conhecimentos de pessoas com 15 anos de idade, o Brasil apareceu na delicada 53ª posição entre 65 países.
“Educação tem de ser prioridade”, afirma ela com veemência. A maioria das crianças brasileiras vai à escola, hoje, mas as horas em sala de aula são insuficientes. Além disso, a maioria dos professores é mal remunerada e, alguns, despreparados. "Nós precisamos fazer escolas mais atrativas para os jovens”.
Para colocar suas ideias em prática, em 2012 Manuela poderá candidatar-se à prefeitura de Porto Alegre. Esta será sua segunda tentativa. Em 2008 nem mesmo toda sua popularidade foi suficiente.
No Congresso, Manuela é uma das apenas 43 mulheres eleitas (de um total de 513 parlamentares). Contudo, o Brasil acabou de eleger sua primeira mulher presidenta, Dilma Rousseff. “O presidente Lula, depois de oito anos no governo, deixou um bom legado. Acredito que Dilma fará grandes e importantes reformas. O mundo está em estado de alerta, mas este é um bom momento para o Brasil”.
Para ler a reportagem do jornal britânico The Independent na íntegra, com os líderes de todo o mundo, acesse: http://www.independent.co.uk/news/world/politics/new-power-generation-the-world-leaders-of-tomorrow-2171439.html
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Entrevista
Passados seis anos desde a primeira eleição, quando concorreu a vereadora de Porto Alegre, a deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) acredita que está pronta para assumir o paço municipal. A ex-vereadora já disputou uma vez a prefeitura, ficando em terceiro lugar, mas sustenta que a recente votação para a Câmara, quando se sagrou a mais votada no Estado com larga vantagem, a credencia para a disputa municipal.
No início do mês, o PCdoB se adiantou ao restante dos partidos e confirmou que trabalhará a partir do próximo ano para Manuela ser a candidata do partido em 2012. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, a deputada avalia os desafios para a construção de uma aliança que inclua o PT. Diz que pretende reunir um campo amplo de aliados e projeta que a reedição da parceria com o PPS, construída em 2008, será menos provável.
Manuela analisa a importância da aliança entre PCdoB e PSB para o crescimento das siglas e antecipa temas do debate eleitoral, apontando problemas da Capital na área da saúde e da mobilidade urbana.
Jornal do Comércio - O PCdoB já confirmou sua pré-candidatura à prefeitura de Porto Alegre em 2012. O trabalho a partir de agora deve ser para obter o apoio do PT?
Manuela D'Ávila - Cabe a eles a escolha de abrir mão da cabeça de chapa, e não a nós. Não cabe a outro partido, interferir nas escolhas do PT. Mas é legítimo que o PCdoB apresente sua candidatura. As eleições legitimaram a hipótese de eu ser candidata em 2012.
JC - Com a eleição de Tarso Genro houve uma espécie de revitalização da Frente Popular. A senhora espera que esse bloco se consolide nas eleições municipais?
Manuela - Essa aliança tem uma relação histórica. Nossas histórias e lutas são muito próximas. Nessa eleição, reorganizamos politicamente e reaproximamos eleitoralmente esse campo. Não é apenas uma reaproximação eleitoral, há uma reorganização política de idéias, pressupostos, daquilo que nos mobiliza. O PCdoB quer que isso permaneça.
JC - É possível ser candidata sem o apoio do PT?
Manuela - Dá para ser candidata tendo um projeto. Temos uma vontade de que algumas coisas aconteçam, mas nem sempre na vida as vontades acontecem. E nem por isso deixamos de seguir a vida adiante. Isso é o que achamos o melhor para nós e para o Estado.
JC - Em 2008, a senhora concorreu com uma aliança bastante ampla, que uniu sete partidos (PCdoB/PPS/PR/PTdoB/PMN/PSB/ PTN). A composição do governo do Estado altera a busca de aliados para 2012?
Manuela - Não temos essa análise. Não depende só do PCdoB a opinião dos outros partidos. Achamos correta a reorganização do nosso núcleo de esquerda, mas compartilhamos da mesma visão do governador, de que é necessário ampliar o leque de alianças. É uma visão histórica do nosso partido. Não é possível resolver os impasses de desenvolvimento de uma Capital como Porto Alegre, com tantas carências e perspectivas, sem somarmos esforços. Não existe um partido ou uma pessoa iluminada capaz de resolver sozinho os impasses da cidade.
JC - Existem partidos que não são considerados adequados para a coligação?
Manuela - PSDB e o DEM. Temos vetos mútuos.
Manuela D'Ávila - Cabe a eles a escolha de abrir mão da cabeça de chapa, e não a nós. Não cabe a outro partido, interferir nas escolhas do PT. Mas é legítimo que o PCdoB apresente sua candidatura. As eleições legitimaram a hipótese de eu ser candidata em 2012.
JC - Com a eleição de Tarso Genro houve uma espécie de revitalização da Frente Popular. A senhora espera que esse bloco se consolide nas eleições municipais?
Manuela - Essa aliança tem uma relação histórica. Nossas histórias e lutas são muito próximas. Nessa eleição, reorganizamos politicamente e reaproximamos eleitoralmente esse campo. Não é apenas uma reaproximação eleitoral, há uma reorganização política de idéias, pressupostos, daquilo que nos mobiliza. O PCdoB quer que isso permaneça.
JC - É possível ser candidata sem o apoio do PT?
Manuela - Dá para ser candidata tendo um projeto. Temos uma vontade de que algumas coisas aconteçam, mas nem sempre na vida as vontades acontecem. E nem por isso deixamos de seguir a vida adiante. Isso é o que achamos o melhor para nós e para o Estado.
JC - Em 2008, a senhora concorreu com uma aliança bastante ampla, que uniu sete partidos (PCdoB/PPS/PR/PTdoB/PMN/PSB/
Manuela - Não temos essa análise. Não depende só do PCdoB a opinião dos outros partidos. Achamos correta a reorganização do nosso núcleo de esquerda, mas compartilhamos da mesma visão do governador, de que é necessário ampliar o leque de alianças. É uma visão histórica do nosso partido. Não é possível resolver os impasses de desenvolvimento de uma Capital como Porto Alegre, com tantas carências e perspectivas, sem somarmos esforços. Não existe um partido ou uma pessoa iluminada capaz de resolver sozinho os impasses da cidade.
JC - Existem partidos que não são considerados adequados para a coligação?
Manuela - PSDB e o DEM. Temos vetos mútuos.
JC - O PPS foi um grande aliado em 2008, com Berfran Rosado como vice na chapa. Essa parceria pode se repetir em 2012?
Manuela - O PPS foi um aliado muito leal, mas é um partido diferente do meu. O (Leonel) Brizola dizia que aliança é a busca de convergência com os diferentes, sendo que os iguais estão no mesmo partido. Então o PPS foi um aliado muito leal, mas fez uma opção legítima de buscar outro caminho. Isso não tira o respeito mútuo que temos.
JC - Houve uma aproximação da senhora com o PP quando PSB e PCdoB tentavam lançar o deputado federal
Beto Albuquerque ao Piratini. O PP pode ser um parceiro na disputa pela prefeitura?
Manuela - O PP é um partido que está se reposicionando politicamente. É nosso aliado nacionalmente e um dos parceiros do governo Lula. Hoje, no Estado, eles estão se reposicionando. Por isso, é muito cedo para saber. Não sei qual a posição que cada partido terá sobre o Brasil e sobre o Rio Grande do Sul. Nossa aliança se dará com base nas opiniões que os partidos expressam sobre o desenvolvimento de Porto Alegre e sobre a visão de Estado e de País que eles carregam.
JC - O fato de ter feito a maior votação do Estado para a Câmara dos Deputados, a credencia para uma vitória em 2012? Com que expectativa entra na disputa?
Manuela - Essa eleição (de 2010) é fruto de um processo de avaliação. E isso me deixa tão feliz com o número de votos que tive. Sei o quanto trabalhei nesses quatro anos e a população tem o direito de gostar das idéias que represento ou não. De fato, temos sinais positivos da população para que essa seja uma eleição que a gente dispute, se efetivar a candidatura. Porque é muito cedo para falarmos sobre isso. A hipótese da candidatura chega com sinais positivos da população, mas a eleição de 2012 está longe de acontecer e, como todas as eleições da Capital, com um povo tão politizado, com tanta história de participação, será uma eleição muito disputada.
JC - Sendo eleita para um segundo mandato no próximo ano, a senhora acha que aquela tese de que é jovem demais para ser prefeita está derrubada?
Manuela - A população respondeu isso. Disputar uma eleição com argumentos preconceituosos não é bom para ninguém, porque essa não é a Porto Alegre que conheço, tão avançada. Não acho que a cidade faz suas escolhas pela idade, pela raça ou pelo sexo. Faz pelo que a pessoa representa politicamente. E eu pretendo, se for candidata, apresentar um programa que faça Porto Alegre se desenvolver e resolver seus problemas. Faz algumas eleições que o principal tema é a saúde, a creche. Dissemos isso em 2008. Há muito tempo Porto Alegre discute os mesmos problemas. E não vemos saltos significativos na solução deles.
JC - Em linhas gerais, quais são os principais desafios de Porto Alegre?
Manuela - Nossa cidade tem uma ausência de pensamento a médio e longo prazo. Não conseguimos sequer pensar os investimentos da Copa de 2014 como investimentos que sirvam para a população a médio prazo. Ou seja, na fase posterior à realização da menor parte, do que menos interessa para nós, que são os jogos de futebol. Temos um desafio grande na área da saúde. Porto Alegre sempre foi inovadora e, entretanto, não dá conta de um sistema de atendimento preventivo. É uma cidade que não conseguiu garantir a inclusão de mais da metade de suas crianças nas creches e nas instituições de educação infantil. Esse é um problema grave. Temos problemas óbvios relacionados à mobilidade urbana. Porto Alegre é uma cidade que para de maneira sistemática. Não tem colapso, mas tem pontos de trancamento que acontecem de maneira repetitiva. A administração municipal precisa ter atitude e uma gestão moderna para enfrentar esses desafios.
JC - Esses problemas advêm da atual administração?
Manuela - É equivocado responsabilizar o prefeito (José) Fortunati (PDT). Ele é prefeito há pouco tempo. Não governo a cidade há seis anos, mas faz parte desse processo de seis anos. A cidade tem problemas de gestão muito acentuados que são parte dos empecilhos para a resolução dos seus problemas.
JC - A senhora tem acompanhado as denúncias de corrupção envolvendo a Secretaria Municipal da Juventude?
Manuela - Apenas espero que todas as denúncias sejam investigadas e os responsáveis, punidos. A uma cidade com tantos déficits não é dado o direito de errar com o dinheiro do povo.
JC - O que deu errado na campanha de 2008 que poderá ser corrigido em 2012?
Manuela - O processo político não depende só de nós. É um gesto de arrogância quando as pessoas avaliam os processos como o centro do mundo. Pode ser por erros nossos, mas também por mérito dos outros.
JC - E o que se pode tirar de aprendizado desses erros?
Manuela - Conseguimos estabelecer uma relação com a cidade e um nível de conhecimento muito profundo sobre os desafios de Porto Alegre.
JC - Como avalia o desempenho do PCdoB nestas eleições?
Manuela - Foi muito positivo. Conseguimos concretizar uma aliança que defendíamos de maneira ampla, unindo PCdoB e PSB nas eleições proporcionais, além de uma candidatura que se mostrou disposta ao diálogo e à construção de alternativas para o Estado, a de Tarso. Nossa participação dentro desse processo foi muito positiva com a candidatura da Abgail (Pereira) ao Senado, que conseguiu se diferenciar. A prova maior disso foi o volume de votos que ela teve em uma eleição tão acirrada, fazendo mais votos que a governadora do Estado. Elegemos dois deputados federais, que era um dos nossos objetivos partidários.
JC - Esperava ser a deputada federal mais votada do Estado?
Manuela - Foi algo surpreendente para todos. É diferente da votação de 2006, porque é uma votação que pressupõe uma avaliação positiva dos meus trabalhos. Sempre há confiança, expectativa e esperança, mas é um voto de avaliação. Então, fomos muito exitosos, pelo que significa a eleição do Tarso no Estado e pelo crescimento dos três partidos que dão origem a essa aliança.
JC - A senhora credita o bom desempenho eleitoral ao trabalho pela juventude?
Manuela - Não acho que existe voto ligado à questão da minha idade. Existe a renovação política que conseguimos estabelecer e representar. Senão, não teria tantos votos e de todas as faixas etárias. Um voto muito expressivo é o da terceira idade. E renovação não é só geracional, é de conteúdo e idéias. E tenho voto massivo de mulheres. Claro que tenho muito voto de jovens, porque são pessoas da minha geração que se identificam com minha percepção sobre os problemas na sociedade. Mas as pessoas ficam muito surpresas com o carinho, a atenção e mesmo a responsabilidade que a terceira idade me delega.
JC - A prioridade do PCdoB era a manutenção da aliança proporcional com o PSB?
Manuela - Na verdade, não era a aliança proporcional. Temos uma relação histórica nacional com o PSB e com o PT. E com o PSB temos uma proximidade muito grande. A aliança proporcional é reflexo disso, não a origem. Não foi em torno da aliança proporcional que nos movimentamos. Isso não é a cara do PCdoB. Alguns fazem opção de alianças proveitosas. Essa aliança para nós é política. Assim como é a com o PT.
JC - A aliança também teve efeitos práticos muito bons ao unir dois puxadores de votos como a senhora e o deputado federal Beto Albuquerque.
Manuela - Que bom que é possível ter efeito prático positivo em uma aliança que é política. Isso é motivo de orgulho. Tem um efeito positivo eleitoral a partir de uma escolha não eleitoral, e sim política.
JC - Qual sua avaliação do espaço que Tarso está concedendo ao PCdoB no governo?
Manuela - O governador teve um grande respeito pelo nosso partido e pela nossa participação. E nos deu a oportunidade de contribuir em duas áreas que tem uma relação muito grande com o futuro do Estado e do País: as secretarias do Meio Ambiente e do Turismo. O Rio Grande do Sul tem vocação para o turismo de evento, sobretudo Porto Alegre. O Estado tem uma relação estratégica no Mercosul, assim como no meio ambiente.
Manuela - O PPS foi um aliado muito leal, mas é um partido diferente do meu. O (Leonel) Brizola dizia que aliança é a busca de convergência com os diferentes, sendo que os iguais estão no mesmo partido. Então o PPS foi um aliado muito leal, mas fez uma opção legítima de buscar outro caminho. Isso não tira o respeito mútuo que temos.
JC - Houve uma aproximação da senhora com o PP quando PSB e PCdoB tentavam lançar o deputado federal
Beto Albuquerque ao Piratini. O PP pode ser um parceiro na disputa pela prefeitura?
Manuela - O PP é um partido que está se reposicionando politicamente. É nosso aliado nacionalmente e um dos parceiros do governo Lula. Hoje, no Estado, eles estão se reposicionando. Por isso, é muito cedo para saber. Não sei qual a posição que cada partido terá sobre o Brasil e sobre o Rio Grande do Sul. Nossa aliança se dará com base nas opiniões que os partidos expressam sobre o desenvolvimento de Porto Alegre e sobre a visão de Estado e de País que eles carregam.
JC - O fato de ter feito a maior votação do Estado para a Câmara dos Deputados, a credencia para uma vitória em 2012? Com que expectativa entra na disputa?
Manuela - Essa eleição (de 2010) é fruto de um processo de avaliação. E isso me deixa tão feliz com o número de votos que tive. Sei o quanto trabalhei nesses quatro anos e a população tem o direito de gostar das idéias que represento ou não. De fato, temos sinais positivos da população para que essa seja uma eleição que a gente dispute, se efetivar a candidatura. Porque é muito cedo para falarmos sobre isso. A hipótese da candidatura chega com sinais positivos da população, mas a eleição de 2012 está longe de acontecer e, como todas as eleições da Capital, com um povo tão politizado, com tanta história de participação, será uma eleição muito disputada.
JC - Sendo eleita para um segundo mandato no próximo ano, a senhora acha que aquela tese de que é jovem demais para ser prefeita está derrubada?
Manuela - A população respondeu isso. Disputar uma eleição com argumentos preconceituosos não é bom para ninguém, porque essa não é a Porto Alegre que conheço, tão avançada. Não acho que a cidade faz suas escolhas pela idade, pela raça ou pelo sexo. Faz pelo que a pessoa representa politicamente. E eu pretendo, se for candidata, apresentar um programa que faça Porto Alegre se desenvolver e resolver seus problemas. Faz algumas eleições que o principal tema é a saúde, a creche. Dissemos isso em 2008. Há muito tempo Porto Alegre discute os mesmos problemas. E não vemos saltos significativos na solução deles.
JC - Em linhas gerais, quais são os principais desafios de Porto Alegre?
Manuela - Nossa cidade tem uma ausência de pensamento a médio e longo prazo. Não conseguimos sequer pensar os investimentos da Copa de 2014 como investimentos que sirvam para a população a médio prazo. Ou seja, na fase posterior à realização da menor parte, do que menos interessa para nós, que são os jogos de futebol. Temos um desafio grande na área da saúde. Porto Alegre sempre foi inovadora e, entretanto, não dá conta de um sistema de atendimento preventivo. É uma cidade que não conseguiu garantir a inclusão de mais da metade de suas crianças nas creches e nas instituições de educação infantil. Esse é um problema grave. Temos problemas óbvios relacionados à mobilidade urbana. Porto Alegre é uma cidade que para de maneira sistemática. Não tem colapso, mas tem pontos de trancamento que acontecem de maneira repetitiva. A administração municipal precisa ter atitude e uma gestão moderna para enfrentar esses desafios.
JC - Esses problemas advêm da atual administração?
Manuela - É equivocado responsabilizar o prefeito (José) Fortunati (PDT). Ele é prefeito há pouco tempo. Não governo a cidade há seis anos, mas faz parte desse processo de seis anos. A cidade tem problemas de gestão muito acentuados que são parte dos empecilhos para a resolução dos seus problemas.
JC - A senhora tem acompanhado as denúncias de corrupção envolvendo a Secretaria Municipal da Juventude?
Manuela - Apenas espero que todas as denúncias sejam investigadas e os responsáveis, punidos. A uma cidade com tantos déficits não é dado o direito de errar com o dinheiro do povo.
JC - O que deu errado na campanha de 2008 que poderá ser corrigido em 2012?
Manuela - O processo político não depende só de nós. É um gesto de arrogância quando as pessoas avaliam os processos como o centro do mundo. Pode ser por erros nossos, mas também por mérito dos outros.
JC - E o que se pode tirar de aprendizado desses erros?
Manuela - Conseguimos estabelecer uma relação com a cidade e um nível de conhecimento muito profundo sobre os desafios de Porto Alegre.
JC - Como avalia o desempenho do PCdoB nestas eleições?
Manuela - Foi muito positivo. Conseguimos concretizar uma aliança que defendíamos de maneira ampla, unindo PCdoB e PSB nas eleições proporcionais, além de uma candidatura que se mostrou disposta ao diálogo e à construção de alternativas para o Estado, a de Tarso. Nossa participação dentro desse processo foi muito positiva com a candidatura da Abgail (Pereira) ao Senado, que conseguiu se diferenciar. A prova maior disso foi o volume de votos que ela teve em uma eleição tão acirrada, fazendo mais votos que a governadora do Estado. Elegemos dois deputados federais, que era um dos nossos objetivos partidários.
JC - Esperava ser a deputada federal mais votada do Estado?
Manuela - Foi algo surpreendente para todos. É diferente da votação de 2006, porque é uma votação que pressupõe uma avaliação positiva dos meus trabalhos. Sempre há confiança, expectativa e esperança, mas é um voto de avaliação. Então, fomos muito exitosos, pelo que significa a eleição do Tarso no Estado e pelo crescimento dos três partidos que dão origem a essa aliança.
JC - A senhora credita o bom desempenho eleitoral ao trabalho pela juventude?
Manuela - Não acho que existe voto ligado à questão da minha idade. Existe a renovação política que conseguimos estabelecer e representar. Senão, não teria tantos votos e de todas as faixas etárias. Um voto muito expressivo é o da terceira idade. E renovação não é só geracional, é de conteúdo e idéias. E tenho voto massivo de mulheres. Claro que tenho muito voto de jovens, porque são pessoas da minha geração que se identificam com minha percepção sobre os problemas na sociedade. Mas as pessoas ficam muito surpresas com o carinho, a atenção e mesmo a responsabilidade que a terceira idade me delega.
JC - A prioridade do PCdoB era a manutenção da aliança proporcional com o PSB?
Manuela - Na verdade, não era a aliança proporcional. Temos uma relação histórica nacional com o PSB e com o PT. E com o PSB temos uma proximidade muito grande. A aliança proporcional é reflexo disso, não a origem. Não foi em torno da aliança proporcional que nos movimentamos. Isso não é a cara do PCdoB. Alguns fazem opção de alianças proveitosas. Essa aliança para nós é política. Assim como é a com o PT.
JC - A aliança também teve efeitos práticos muito bons ao unir dois puxadores de votos como a senhora e o deputado federal Beto Albuquerque.
Manuela - Que bom que é possível ter efeito prático positivo em uma aliança que é política. Isso é motivo de orgulho. Tem um efeito positivo eleitoral a partir de uma escolha não eleitoral, e sim política.
JC - Qual sua avaliação do espaço que Tarso está concedendo ao PCdoB no governo?
Manuela - O governador teve um grande respeito pelo nosso partido e pela nossa participação. E nos deu a oportunidade de contribuir em duas áreas que tem uma relação muito grande com o futuro do Estado e do País: as secretarias do Meio Ambiente e do Turismo. O Rio Grande do Sul tem vocação para o turismo de evento, sobretudo Porto Alegre. O Estado tem uma relação estratégica no Mercosul, assim como no meio ambiente.
Perfil
Manuela Pinto Vieira D'Ávila, 29 anos, é natural de Porto Alegre. Iniciou na militância política na adolescência, através do movimento estudantil. Em 1999, ingressou nos cursos de Jornalismo da Pucrs e Ciências Sociais da Ufrgs. Graduou-se em Jornalismo 2003. Integrou a UNE e a Juventude Socialista. Em 2001, filiou-se ao PCdoB. Integra a direção municipal e estadual do partido, além de fazer parte do Comitê Central. Na primeira vez em que concorreu, em 2004, foi eleita vereadora de Porto Alegre com a quinta maior votação: 9.498 votos. Cumpriu o mandato na Câmara Municipal entre 2005 e 2006, quando disputou um assento na Câmara dos Deputados. Foi a mais votada no Estado e no Sul do País, chegando a 271.939 mil sufrágios. Concorreu em 2008 à prefeitura de Porto Alegre, obtendo a terceira maior votação, 121.232 mil votos. No pleito deste ano, superou o feito de 2006: foi a deputada federal mais votada do Estado, com 482.590 sufrágios.
Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=49770
N Coisas sobre política!
A semana da deputada Manuela começou a semana com uma entrevista ao programa "N Coisas", da rádio Ipanema. Durante meia hora, Manuela falou sobre as eleições de 2010, sobre sua trajetória política e sua atuação no movimento estudantil, sobre o momento do movimento estudantil no Brasil e as expectativas para os próximos anos do mandato na Câmara Federal.
Questionada sobre sua relação com o Comunismo hoje, Manuela disse: "Fui criada para não achar certo as desigualdades sociais. Por isso minha escolha, porque o PCdoB luta por direitos iguais, por um mundo mais justo".
Sobre Porto Alegre, Manu defende que é preciso haver um encontro entre a população porto-alegrense e o crescimento, o desenvolvimento. "Nossa capital é linda, mas há pelo menos 8 ou 10 anos o centro dos debates é o mesmo. Isso significa que eles não evoluíram, infelizmente."
Sobre a expressiva votação (482.590 votos), Manuela citou alguns fatores: o trabalho desenvolvido por ela e pela sua equipe; a relação direta com os eleitores; a constante prestação de contas; e as redes sociais (que aproximam ainda mais Manu e os eleitores).
Questionada sobre sua relação com o Comunismo hoje, Manuela disse: "Fui criada para não achar certo as desigualdades sociais. Por isso minha escolha, porque o PCdoB luta por direitos iguais, por um mundo mais justo".
Sobre Porto Alegre, Manu defende que é preciso haver um encontro entre a população porto-alegrense e o crescimento, o desenvolvimento. "Nossa capital é linda, mas há pelo menos 8 ou 10 anos o centro dos debates é o mesmo. Isso significa que eles não evoluíram, infelizmente."
Sobre a expressiva votação (482.590 votos), Manuela citou alguns fatores: o trabalho desenvolvido por ela e pela sua equipe; a relação direta com os eleitores; a constante prestação de contas; e as redes sociais (que aproximam ainda mais Manu e os eleitores).
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
PCdoB celebra 2010!
Para encerrar um ano de grandes resultados, o PCdoB promoveu uma grande festa de final de ano para seus militantes, filiados e amigos. O encontro aconteceu no sábado, 11/12, às 20h, no salão de festas da Igreja Pompéia, com show da banda Mariposa.
Estiveram presentes a deputada Manuela d´Ávila, o deputado Raul Carrion, o presidente estadual do PCdoB Adalberto Frasson, o presidente municipal do PCdoB Fernando Niedesberg. Eles receberam e homenagearam os novos filiados.
Todos lembraram a importância do ano de 2010 para a política em todo o Brasil. O PCdoB segue ganhando força e mostrando sua importância a cada vitória do povo brasileiro e gaúcho.
Que venham as próximas conquistas!
Estiveram presentes a deputada Manuela d´Ávila, o deputado Raul Carrion, o presidente estadual do PCdoB Adalberto Frasson, o presidente municipal do PCdoB Fernando Niedesberg. Eles receberam e homenagearam os novos filiados.
Todos lembraram a importância do ano de 2010 para a política em todo o Brasil. O PCdoB segue ganhando força e mostrando sua importância a cada vitória do povo brasileiro e gaúcho.
Que venham as próximas conquistas!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Manuela recebe Jornal do Comércio para entrevista
Na manhã desta sexta-feira, 10, a deputada Manuela d’Ávila concedeu entrevista ao Jornal do Comércio. Manuela falou sobre as eleições 2010 e suas expectativas para o futuro. Ainda na pauta da conversa, estava uma análise do momento político que o Brasil, o Rio Grande do Sul e Porto Alegre vivem, a Copa do Mundo de 2014 e perspectivas para 2012.
Sobre a sua votação (mais de 482 mil votos), Manuela disse que é um sinal positivo da população e resultado de quatro anos de muito trabalho na Câmara.
Sobre a sua votação (mais de 482 mil votos), Manuela disse que é um sinal positivo da população e resultado de quatro anos de muito trabalho na Câmara.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Zona sul de Porto Alegre
O mandato esteve presente, representado por White Jay, na escola Chapéu do Sol na zona sul de Porto Alegre participando da integração comunitária.
A comunidade do Chapéu do Sol é uma das mais carentes da região e enfrenta grandes problemas em relação ao trafico de drogas. Por isso precisa de atenção redobrada do poder público.
Entre em contato com nosso mandato e contribua para que as comunidades tenham acesso a cultura e a cidadania.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Cidadania na escola
Realizamos na escola Paulo VI no bairro Fátima, na cidade de Canoas, um work shop de hip-hop. A atividade contou com a participação voluntária do grupo de rap Sintomas Clã da zona sul de Porto Alegre.
O encontro teve coordenação de White Jay e mais de 30 inscritos.
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Ações pela PAZ
Sábado, dia 6 de novembro, aconteceu no Parque Chico Mendes na Zona Norte de Porto Alegre O 13º Festival de Música e Poesia organizado pela Associação Natureza, Cidadania e Paz (NACIPAZ), dirigida pelo líder comunitário Cândido Acosta.. Nosso mandato trabalha em conjunto com as associações de bairro e, através do mano White Jay, tem contribuído para que as mesmas desenvolvam ações culturais e socioeducativas.
As atividades tiveram início pela manhã com a Caminhada pela Paz, envolvendo a comunidade escolar da região, logo após a molecada participou de atividades lúdicas e a comunidade recebeu orientações dos Agentes de Saúde da Família e do Grupo de Combate à Dengue. A tarde iniciou as apresentações de música e poesia comandado por White Jay.
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Câmera 2
A deputada Manuela participou no final da tarde desta segunda-feira, 08, do programa Câmera 2, na TV Pampa.
Entre os temas, a deputada conversou com o apresentador Clóvis Duarte e demais convidados sobre o Enem, sucessão presidencial e seus projetos para o próximo mandato.
Entre os temas, a deputada conversou com o apresentador Clóvis Duarte e demais convidados sobre o Enem, sucessão presidencial e seus projetos para o próximo mandato.
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